Mais um atropelo autoritário do Governo Zema

Um militante do Coletivo Mineiro Popular Anarquista (COMPA ) de Patos de Minas nos colocou a par de uma denúncia gravíssima, que gostaríamos de compartilhar como os leitores e as leitoras do Patos à Esquerda.

No dia 27/08/2021, última sexta feira, o diretor Thiago Luiz Ferreira Miranda e as vice-diretoras Carolina Paulina Alcântara e Bruna Monteiro da Fonseca foram exonerados(as) dos respectivos cargos que ocupavam na Escola Estadual Maestro Villa Lobos, na cidade de Belo Horizonte. A exoneração, que ocorreu durante uma reunião remota sobre assuntos corriqueiros a respeito escola, pegou o corpo diretor de surpresa, pois não veio acompanhada de nenhuma justificativa concreta. Quando a representante da Secretaria Regional de Educação fora questionada pelo diretor e pelas vice-diretoras, restringiu-se a responder genericamente que era em virtude de “denúncias graves”.

Mesmo que o ato em si encontre respaldo jurídico, a ausência de base comprobatória nos indica o teor político da exoneração orquestrada pelo Governo Zema. Cada vez mais cioso em transformar nossa escola pública em mera fornecedora de mão de obra para as empresas privadas, o governador já começou a apagar os possíveis focos políticos de resistência. Vejamos o porquê!

Thiago Luiz Ferreira Miranda é um militante do COMPA há anos, sendo reconhecido pelo largo histórico de compromisso com as lutas dos movimentos sociais na região metropolitana de BH. Nas manifestações de rua contra o aumento da passagem, nas ocupações dos trabalhadores sem moradia, na agitação das greves docentes, no apoio à luta dos trabalhadores carroceiros… Thiago sempre esteve ali, ouvindo, falando, propondo, lutando. Seu posicionamento político sempre foi público e assim o permaneceu quando ocupou a direção da escola. Sua exoneração é, de fato, uma perseguição política.

A gravidade de tal ato se avoluma ainda mais na medida em que consideramos a sua dimensão autoritária, desrespeitando a legislação em vigência. Essa legislação prevê que a eleição do corpo diretor da escola seja feita pela própria comunidade que a constitui, isto é, pelos servidores, estudantes e famílias. Ao depor uma chapa eleita pela comunidade escolar numa vitória esmagadora de 82% dos votos, Zema mostra mais uma vez seu alinhamento com outro autoritário, o presidente Bolsonaro. “A ação do Zema”, lembra o COMPA em nota, “é idêntica à do seu aliado Bolsonaro, que nomeia interventores para Universidades Federais em locais que não concorda com o resultado das eleições”.

A classe trabalhadora da educação não deixará este atropelo autoritário passar em branco. Os protestos em prol da recondução de Thiago, Bruna e Carolina à direção da escola já começaram. O pontapé inicial foi dado pela Resistência Popular Sindical-MG, que realizará uma reunião online, às 19h, nesta segunda-feira (30/08/2021). Nesse propósito, convida a todas pessoas trabalhadoras da educação, movimentos sociais, organizações políticas e demais interessadas para organizar próximas ações de protesto contra esse ato autoritário do governo Zema.

Para ter acesso à reunião é só entrar em contato com a página Resistência Popular – Sindical Minas Gerais.

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