29 de maio: povo na rua contra Bolsonaro

Também haverá mobilizações em Patos de Minas

O Brasil vive hoje um cenário de terra arrasada. Desde o golpe de 2016, a classe trabalhadora tem passado por retiradas de direitos duramente conquistados ao longo do século XX e sido cada vez mais empurrada para a precariedade. Como se não bastasse, o país vem sendo governado por serviçais de banqueiros, especuladores, latifundiários e grandes empresários. A economia, que diziam que ia decolar com as reformas trabalhista e da previdência, ficou estagnada

Um país em crise foi atropelado por um problema sanitário global, que nacionalmente se tornou instrumento de terror do governo. Jair Bolsonaro, especialista em matar, como ele próprio diz, trabalhou arduamente para favorecer a disseminação do coronavírus e, assim, colocar o país na pior crise de sua história.

Se os preços dos alimentos subiram, também subiram os lucros de bancos, exportadores e especuladores.

Se as crianças e adolescentes não podem ir para a escola, é porque o presidente recusou milhões de vacinas.

Se o auxílio emergencial é mesquinho, o governo já injetou mais de um trilhão de reais no sistema financeiro.

Se morreram mais de 450 mil pessoas em decorrência da política suicida do Presidente, sabemos que somos hoje uma nação assolada pela inércia, pela indiferença e pela ignorância.

Particularmente, estamos em um Estado e em um município governados pelas versões “de sapatênis” do bolsonarismo. Aqui, quando o combate à pandemia foi minimamente sensato, isso só ocorreu mediante pressão popular, midiática e política.

Depois de mais de um ano assistindo ao trabalho dos artífices do caos, os cidadãos e cidadãs estão cansados de tolerar a normalização do absurdo.

É por isso que amanhã, 29 de maio de 2021, às 14:30, na praça do Coreto, o Movimento de Organização de Base de Patos de Minas e o Coletivo Mada farão coro com as centenas de atos que ocorrerão pelo Brasil em protesto contra o Presidente e seus asseclas.

Quem puder se manifestar, que vá com máscara (se possível, modelo PFF2), leve álcool em gel e mantenha uma distância segura dos demais manifestantes. Trata-se de um ato que, para além de qualquer calendário eleitoral, preocupa-se com as vidas da classe trabalhadora.

Fora, Bolsonaro!

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